quarta-feira, 27 de abril de 2011

Aborto, do ponto de vista espiritual

Muitas vezes, o espírito entusiasma-se com a ideia de reencarnar e elabora planos ousados durante a programação de sua futura vida, mas conforme vai se aproximando o momento do nascimento, começa a ter dúvidas, fica inseguro e o medo invade seu ser. Com a ajuda dos mentores, alguns conseguem  acalmar-se, confiar em si e na Vida e prosseguir com o processo. Outros desistem e pedem um adiamento, a fim de poderem preparar-se melhor e fortalecerem-se para a nova jornada. E há também aqueles que entram em pânico, revoltam-se e tentam, a todo custo, evitar o reencarne.
Quando a desistência ou a recusa ocorrem após a concepção física e consequente ligação magnética com o embrião, pode acontecer a interrupção ou tentativa de interrupção da gestação em andamento. O espírito pode provocar um aborto espontâneo, induzir a mãe a fazer um ou, se ambos estiverem numa vibração de violência, é possível que atraiam um acidente que encerre prematuramente a gravidez. Isso é mais comum quando os dois, mãe e filho, não aceitam a situação, ou seja, ela não quer colocá-lo no mundo e ele não deseja nascer.
Um grande número de mulheres culpa-se ao ter um aborto espontâneo, achando que fizeram alguma coisa errada durante a gravidez ou mesmo antes. Algumas vão ao extremo de acreditar que se trata de um castigo divino ou mau karma de vidas passadas, por não terem sido suficientemente boas. Tudo isso é bobagem, não existe punição na Natureza, apenas causas e efeitos.
Em boa parte dos casos, a verdadeira causa é a renúncia do reencarnante, que pode ter vários motivos para isso. Em menor proporção, a razão pode vir de crenças negativas da mulher a respeito da maternidade, como medos e inseguranças adquiridos na existência atual ou oriundos de uma anterior, até em virtude de um acontecimento traumático, que possa ter deixado impressões fortes em seu subconsciente. Em terceiro lugar, está a origem fisiológica, ou seja, má formação do embrião/feto ou deficiências concretas do organismo da mulher para sustentar a gestação. Por último, em casos raros, o aborto pode ser provocado por influências energéticas nocivas, como processos obsessivos, principalmente nos três primeiros meses de gravidez, quando a ligação do espírito reencarnante, tanto com o corpo físico em formação quanto com a futura mãe, ainda é muito frágil.
Mesmo sendo bem assistido por bons instrutores numa colônia do astral, um espírito pode ser tomado pelas ilusões de grandeza do orgulho e, contrariando recomendações sensatas, optar por uma série de provas difíceis na futura encarnação. A falta de modéstia e realismo em enxergar, aceitar e respeitar as próprias limitações, juntamente com a pretensão, a pressa e a cobrança dura e excessiva consigo (culpa por atos do passado) leva muitos a exagerarem na quantidade e peso dos fardos que escolhem.
O resultado é que muitos desses acabam vacilando depois, amedrontados com a perspectiva árdua de tantas dificuldades, e nem sempre conseguem um adiamento do retorno à matéria, seja por solicitação humilde e respectiva permissão, seja por conseguirem abortar a gestação do futuro corpo físico. Ainda assim, quando o nascimento lhes é inevitável, podem tentar o suicídio de diferentes maneiras: por estrangulamento, enrolando o cordão umbilical em volta do pescoço, ainda na barriga da mãe; recusando-se a nascer e, dessa forma, dificultando o parto ao virar o corpo no ventre e ficar sentado, ao invés de com a cabeça para baixo, por exemplo; engolindo o líquido amniótico ou as próprias fezes em excesso; evitando respirar após o parto... Enfim, qualquer modo que encontrem de sabotar o próprio nascimento.
O desespero pode conduzir a uma tentativa de suicídio mais tarde também, por sufocação no berço, introdução na boca ou nariz de algum objeto que obstrua as vias respiratórias, afogamento no banho, asfixia com o próprio vômito, etc. Todo cuidado deve ser tomado com um bebê e uma criança pequena e momentos de desatenção podem ocorrer, sim. No entanto, nem sempre a responsabilidade pela morte de um feto, recém-nascido ou criança de pouca idade é do médico, da mãe ou da pessoa encarregada por seus cuidados.
Geralmente, um período pré-natal, um parto ou pós-parto dramáticos e com risco de vida aparecem no mapa astrológico do nascimento, e tais eventos traumáticos podem refletir-se ao longo da vida, numa repetição do padrão. Sempre que a pessoa for começar algo novo que se assemelhe a um renascer, seu subconsciente acionará as lembranças negativas fortemente gravadas e a reação será parecida: medo, terror, insegurança, tentativa de desistir, autossabotagem...
Nem sempre essas situações críticas, envolvendo a gestação e o parto, são sinais de que o espírito de fato mudou de ideia e nega-se a reencarnar. Podem ser apenas indícios de dúvida, insegurança, medo, ansiedade, fraqueza... Nesses momentos, uma atitude positiva dos futuros pais pode fazer muita diferença, porque o reencarnante costuma ficar mais tranquilo e confiante se sentir que é amado, desejado e será compreendido e apoiado na nova vida. Por mais difícil que pareça a viagem, saber que se pode contar com amigos sinceros e solidários ajuda bastante a suportar os infortúnios e superar os obstáculos.
O reencarnante também pode querer desistir ao saber quem será um (ou ambos) de seus futuros pais ou qual o ambiente em que deverá nascer. Pode acontecer de a mãe, o pai ou os dois não desejarem uma criança naquele momento por diversos motivos, inclusive egoísmo, falta de maturidade emocional e psicológica, pouca idade, condições materiais e financeiras que julgam inadequadas... Ou, simplesmente, por terem sido pegos de surpresa por uma gravidez não planejada e ficarem muito inseguros e assustados.
Outras vezes, um dos genitores não quer aquele ser específico como seu filho ou filha, porque inconscientemente reconhece nele ou nela um desafeto do passado e antevê muitas dificuldades de relacionamento no futuro. Também pode ser que o espírito tenha uma vibração pesada, ruim ou muito diferente da energia da mãe. Então, ela sente tamanho desconforto e até mal-estar físico com sua presença, que experimenta uma repulsa instintiva pela criança, sem conseguir entender a razão.
Em qualquer um desses casos, o reencarnante pode sentir a apreensão ou rejeição dos pais e essa consciência desestimula-o a prosseguir, afinal todos preferem nascer num lar onde sejam bem-vindos. Nessa hora, a coragem e o propósito do ser contam bastante para dar-lhe forças e fazê-lo seguir em frente. Já aquele mais inseguro, medroso, fraco ou orgulhoso pode recusar-se a enfrentar a situação e tentar forçar um aborto.
Um número muito grande de pessoas tem medo de morrer, principalmente por não saber o que vai acontecer depois, o que irá encontrar do outro lado, por apego ao já conhecido (pessoas e coisas) e receio da Lei do Retorno. Do mesmo modo, uma quantidade enorme de espíritos também tem medo de nascer. As razões são as mesmas e ainda outras, como receio de encontrar antigos inimigos, falhar, sofrer...
Então, para resumir possíveis causas de aborto considerado espontâneo pela medicina, mas na verdade provocado ou induzido: o espírito reencarnante desiste de nascer; o espírito rejeita a mãe ou o pai; a mãe rejeita o espírito do filho ou filha; obsessão espiritual grande sobre o espírito ou a mãe.
Há casos em que a mãe não quer a criança, seja por qual motivo for, e faz de tudo para abortar, sem, no entanto, conseguir, porque o espírito deseja muito reencarnar e, sendo mais forte que ela, vence a batalha. Após o nascimento, a criança pode ser criada por uma avó amorosa, por exemplo, ou ir parar sob os cuidados de um casal estranho à mãe biológica, por meio da adoção, e encontrar condições de vida bem melhores. Por vezes, a rejeição materna inicial pode ser o caminho para braços mais acolhedores depois.
Durante a gravidez, os chakras inferiores da mulher ficam abertos, devido à grande circulação de energia, e isso a torna mais vulnerável a qualquer tipo de influência energética sobre eles. Se for de ordem negativa, proveniente de processo obsessivo pesado, pode provocar o aborto. Na verdade, a rejeição do espírito em relação à mãe ou ao reencarne já é uma emissão de vibrações negativas, que dizem “não” e entram em conflito com as forças geradoras em ação na mulher. Como em qualquer luta, vence o lado mais forte.
A recusa em nascer é proporcionalmente maior nos casos de reencarne compulsório, por motivos óbvios. Vale ressaltar que a maioria não vem com uma programação encarnatória mais elaborada e patrocinada por amigos espirituais, tendo de retornar à matéria sem poder escolher as condições da vida futura e na base da inconsciência mesmo. Existem, inclusive, seres que morrem e nascem de novo sem saberem que passaram pelo plano astral nesse meio tempo.
Da mesma forma que alguém reencarnado pode decidir encerrar a própria vida, quando se vê desesperado e sem saída, um espírito também pode optar pelo aborto antes do nascimento. O suicídio é uma escolha que pode ocorrer em qualquer  momento da trajetória, e sempre tem suas consequências, obviamente. Pode ou não ser bem-sucedido, a depender de vários fatores que não cabe discutir aqui, contudo, SEMPRE é responsabilidade de quem optou por ele e não culpa de outra pessoa que se sentiu impotente para impedir.
Quanto ao aborto provocado conscientemente pela mãe, não faço julgamentos de ordem moral e, menos ainda, religiosa. Acredito que toda mulher tem o direito de decidir o que fazer com seu corpo e sua vida, até porque filho muda tudo, em geral dura muito, dá um trabalhão e custa caro. Cada uma que saiba de suas limitações, inclusive emocionais, afinal nem todas possuem instinto materno. Claro que a prevenção adequada de uma gravidez indesejada é o melhor, porém há casos em que o espírito faz questão de nascer por uma determinada barriga e, mesmo a mulher tomando as devidas precauções, ainda assim engravida. O tema é complexo demais e com inúmeras variantes. A ideia do post foi apenas esclarecer e ajudar quem possa sofrer com a culpa de um aborto espontâneo.

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